quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ODEIA-ME OU AMA-ME?

Desejaria apoderar-me de ti e estraçalhar-te
Reduzir-te em mil pedaços, queimar-te e extinguir-te
Tornar a tua lembrança sobre a Terra uma lenda, um mito
Um sonho ruim do qual se acorda para não mais recordar

Precipitar-te nas profundezas do oceano para que habites os abismos
Para sempre longe da vida e dos olhos humanos
Torturar-te como me torturas, maltratar-te como me maltratas
Afundar-te no rio de lágrimas que verto por causa de ti

Mas tudo isso apenas a ti me assemelharia
Oh, odiosa e inditosa sensação
Cruel destruidora das alegrias e da paz
Terrível verdugo meu, pergunto-te: odeia-me ou ama-me?

Bruno Gomes
11/01/2012

6 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Grande Bruno...gostei da sua escrita e da sua sensibilidade....a pergunta final foi ótima!

[]s

Maíra (Irará) disse...

"Mas tudo isso apenas a ti me assemelharia". A retomada de consciência dando o desfecho do texto não poderia ser melhor. Bela arrumação de palavras!

Mari ♥ disse...

Nossa que lindo poema hein, o amor e odeio são dois extremos que estão lado a lado, um dia você pode odiar a pessoa no dia seguinte a ama-la.
Parabéns pelo lindo texto *-*

Beijo
http://marifriend.blogspot.com/
@Storieandadvic

Mariane Magno disse...

O que senão o ódio com um toque de amor, e os amor com um toque de ódio?

Eis o que dizem Todo amor com seus toques profundos de magoa e raiva, e o ódio com o se importar só quem ama sabe! São tão próximos que se assemelham?

Beijos Pandinha, achei lindo *-*

Ricardo Dib disse...

Eita, endoidou que nem eu?

Bruno Gomes disse...

Apenas uma catarse necessária ao momento!

Bruno Gomes.