quarta-feira, 27 de julho de 2011

SÓCRATES E O DESAPEGO

Sócrates e seus discípulos caminhavam pelas ruas de Atenas quando, ao fim de uma grande praça, avistaram um mercado. O sol estava alto naquela tarde e o ambiente regurgitava de pessoas das mais diversas regiões. Todas elas saiam das galerias curvadas, carregando as mais variadas mercadorias: objetos valiosos, jóias preciosas, roupas feitas de finos tecidos asiáticos, perfumes raros.

Os mercadores experimentavam uma íntima satisfação. Os atenienses abastados deixavam grandes fortunas pelos materiais exóticos ali vendidos e que tinham sido desembarcados nos portos do Mediterrâneo.
Sócrates observava silenciosamente, para a inquietação dos seus discípulos.

De repente, ele quebra o silêncio e diz: Esperem-me aqui. Adentrarei o mercado.
Os discípulos alegraram-se diante da possibilidade do mestre lhes trazer algo dentre a imensa diversidade de coisas que tinham diante dos olhos.

Após duas horas, Sócrates sai de mãos vazias. Não obstante, trazia um luminoso sorriso nos lábios. Os discípulos entreolharam-se desconfiados, sem entender a situação.
Finalmente, um deles questionou, muito frustrado: Mestre. Nós o aguardamos aqui por mais de duas horas sob o sol quente na expectativa que nos trouxesse algo do mercado. Todos saem felizes com as suas aquisições e você sai satisfeito com as mãos vazias?

Ao que Sócrates respondeu: Sim, abandono esse mercado com uma satisfação muito justa. Observando a enorme quantidade de objetos à venda, eu dizia a mim mesmo "quantas coisas me são desnecessárias!"

Bruno Gomes.
26/07/2010

6 comentários:

Mariane Magno disse...

Sócrates és uma das únicas pessoas que ficam felizes por não comprar nada. haushuashuash
e ISSO NOS mostra o quanto somos materialistas comparado a ele '-'

ótima postageem Pandinha *-*

LUZ disse...

Olá meu querido Bruno,

Como sempre filosófico e profundo!
Para que queremos tanto?
Vem visitar-me. Há novidades.

Beijos de luz.

Thay Negrão disse...

Um dos maiores obstáculos da nossa vida é o desapego às coisas materiais....!! Ahh se todos fossem como Sócrates hein ? rs

Beijosss

PapoBacana disse...

às vezes penso nisso..
nesse mundo há tantas coisas desnecessárias...

abraços..
saudades viu!

Germano disse...

De fato, nobre amigo. Quantas coisas nos são supérfluas! Quantos objetos nos são desnecessários!

Como conversamos um dia desses, o relógio de pulso já é supérfluo para nós, pois podemos checar o horário no celular! : )

E aos pouquinhos vamos nos 'desgarrando' de outros objetos, ainda considerados necessários por nós, mas que em verdade são supérfluos, quando analisados pela perspectiva sofrida que nos rodeia.

Ensinou-nos CHEVERUS, numa comunicação recebida em Bordeaux, 1861, registrado no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVI, no item denominado Emprego da riqueza: "Rico, dá do teu supérfluo; faze ainda mais; dá do teu necessário, porque o teu necessário é também supérfluo"

Tais disse...

Oii encontrei seu espaço pelo serenissima,é delicioso ja estou seguindo,Bjos.
http://decorehouse.blogspot.com/