quinta-feira, 16 de junho de 2011

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?

Não sendo natural o fato de alguém desejar o mal para si mesmo, todos nós somos atraídos para a felicidade.
É um impulso inevitável que nos dirige na direção daquilo que julgamos que nos fará felizes ou, pelo menos, nos colocará no caminho que nos levará a felicidade que almejamos.
Algumas pessoas chegam mesmo a acreditar que nós nascemos exclusivamente para isso: para buscarmos a felicidade onde ela se encontre.

Dessa forma, ordinariamente nós a buscamos em determinadas coisas, algumas delas convencionadas por outras pessoas como indispensáveis para nos trazer a felicidade.
Isto é, uma vez em posse de todas elas, em tese, nós seremos felizes.
O que nos leva a concluir que, por extensão, quem não as possui, não poderá ser feliz.

Entretanto, quando nós analizamos os vários exemplos do dia a dia, verificamos que esse conceito de felicidade não é aplicável em um universo muito vasto de pessoas.
Afinal, por que tantos seres sorriem nas suas dificuldades e outros tantos choram sobre as suas abastanças?

Ser feliz é ter uma vida isenta de problemas e desafios, onde sempre gozamos de facilidades e possuímos tudo o que necessitamos?
Se positivo, por que há pessoas que têm tudo aquilo que julgamos fazer uma pessoa feliz, e não o são? E por que existem outras tantas que não possuem nada daquilo que achamos fazer uma pessoa feliz, e o são?

Quem nunca visitou pessoas em hospitais que sofrem de doenças degenerativas dolorosas, sem nenhuma perspectiva de cura e que nos surpreendem com um sorriso de simpatia e bom-humor, repletas de confiança e otimismo nos seus diálogos? Ao mesmo tempo, quem nunca teve amigos jovens e saudáveis, mergulhados em depressão e inquietações existenciais as mais afligentes?

Como solucionar esse aparente paradoxo?
O que concluir dessa contradição?

A solução é muito simples: a felicidade não está em nada externo.
Muito embora existam coisas que contribuam para nos trazer segurança, elas não são necessariamente fatores imprescindíveis à nossa felicidade, como bem mostram os muitos exemplos que possuímos diante dos nossos olhos.

Exemplos de indivíduos que não são portadores desses fatores-felicidade estabelecidos e que, no entanto, são portadores de jovialidade e excelente disposição para o bom combate diário. Enquanto que, ao lado desses, vemos aqueloutros possuidores de todos esses elementos pré-convencionados como propiciadores da felicidade e que, não obstante, se encontram mergulhados em insatisfações, amarguras e conflitos os mais perturbadores.

É certo que nem todos os dias da nossa existência serão de sol e de festas. E nem poderia ser, no mundo de impermanências no qual vivemos. Haverá dias mais difíceis que outros.
O que faremos então? Perderemos a nossa paz por causa desses momentos transitórios ou deveremos vivenciá-los com naturalidade e solucioná-los serenamente, não permitindo que nos afete negativamente e comprometa a nossa alegria de viver?

Essa é uma reflexão importante que todos devem fazer, pois o problema muitas vezes não está ''no problema'', mas sim na nossa forma de encará-lo, o que faz com que ele não tenha nenhum impacto em determinado ser e seja motivo de desespero para outro, tomando proporções que não correspondem à realidade.

A experiência nos mostra algo patente: a felicidade não se encontra em uma vida onde tudo é tranqüilidade e um perpétuo mar de rosas.
Mas a verdadeira felicidade reside em um estado interno de contentamento, que nos permite transitar pelas diversas situações da vida, algumas tristes e outras alegres, sem perder esse clima emocional de satisfação e de júbilo íntimo por estarmos simplesmente vivos, por termos ideais, por podermos oferecer amor e por confiarmos em um futuro melhor.

Bruno Gomes
15/06/2011

9 comentários:

Mariane Magno disse...

Concordo com tudo que disse.
Muito bom o texto. A felicidade não está nas coisas, eu diria mais que está nas pessoas.. O que ela faz com os problemas e desafios.

Infelizmente somos submetidos apenas a momentos intensos de felicidade, não vivemos com ela todos os dias. Porém o segredo está no que você faz com os restos dos dias em que não temos esse intenso momento de vibração. Será que se conseguíssemos ver no 'problema' soluções? Não seriamos então mais felizes?

beijoos ;*

LUZ disse...

Olá Bruninho,
Agradeço as tuas palavras no meu blog.
Oito dias sem postar! Mas depois sai qualidade, texto muito bem escrito, boa pontuação, boas imagens mentais, enfim nota 10 (não esqueças que sou Professora de Língua Portuguesa).
Felicidade está cá dentro.
É preciso fazer crescer a nossa auto-estima, para nos compreendermos melhor e nos amarmos.
Estatísticamente, as mulheres têm uma auto-estima mais baixa, que os homens. Motivo principal: são mais sensíveis biológica e psicologicamente. Claro Bruno, que há excepções e TU és uma delas.
És um homem pacato, apaixonado, mas que quer encontrar a paz, o equilíbrio nos braços de uma diva, da sua diva.
Encontrarás, decerto, mas não esperes princesas encantadas. Sou mais velha que tu e sei do que estou falando.
Bom fim de semana. Se precisares falar reservado, tens meu mail no perfil.
Beijinhos de luz.

Anônimo disse...

Gostei cara. Uma sugestão: leia Dalai Lama - uma ética para o novo milênio. Mto bom o livro, eu recomendo para qualquer pessoa independente de religião. Grande abraço

Germano disse...

O diretor do filme todo poderoso afirmou: "A felicidade está em viver com o necessário e com a consciência do dever cumprido".

Realmente acredito que este conceito, apesar de tão simples, está recheado de sabedoria.

Viver com o necessário importa em não se preocupar com o supérfluo ou temer a perda deste.

A consciência do dever cumprido, no entanto, é o fator que mais considero importante, pois sabemos que a causa da infelicidade daqueles que aparentam possuir tudo do melhor está no peso da consciência do erro cometido, comumente chamado de 'pecado'.

Independente de classe social, a infelicidade atinge ricos e pobres, pois ambos estão sujeitos ao erro. A felicidade, em contraposto, também está disponível para ambos, ainda que não seja completa, pois sabemos da impossibilidade desse sentimento em sua totalidade nesse Planeta em que nos encontramos.

Apesar disso, sabemos da imprescindibilidade de conservarmos uma consciência livre de acusações e lembranças 'pecaminosas'. Lembrando que a consciência de culpa é agravada de forma impressionante pelos espíritos que testemunharam nossos atos e nos acompanham a caminhada.

Tentando de alguma forma responder ao título de seu texto, acredito que ela está no coração daquele que serve verdadeiramente a Jesus em sua totalidade.

Um dia chegará nosso turno de sentí-la por completo. Um dia!

LUZ disse...

Oi meu querido Bruno,
Vim à procura de novidades.
Já tinha saudades tuas.
Vamos escrever?
Passa em meu blog, porque me atrevi a novo estilo.
Mas, não consigo te fazer concorrência.
Gostaria da tua opinião.
Beijos carinhosos de luz.

Laise disse...

É verdade, Bruninho. A felicidade depende muito mais da nossa paz interior, da forma como administramos e encaramos nossos conflitos e as dificuldades do nosso dia-a-dia, do que das coisas que almejamos. Abraços!

Thay Negrão disse...

A felicidade mora dentro de cada um, e não é qualquer coisa material que irá nos tornar uma pessoa mais feliz.

Bruno, não sabia que você é de SSA! Estamos bem pertinho,rs...!!Beijosss... Boa semana!!!

Elisabete Lira disse...

Seu blog é muito interessante...
Estou te seguindo.... Tenha um Lindo Dia!
Siga meus Blogs: http://cartasdeumcoracao.blogspot.com/
E http://deusemminhaalma.blogspot.com/

Luiza Versamore disse...

Maravilhoso seu texto!
Acho que a felicidade está sim na maneira da gente encarar os nossos problemas, resolver os nossos conflitos internos, saber dividir com desprendimento e amor toda a benevolência de nosso caráter ao próximo. Também, em muitos momentos, nossa felicidade está no simples ato de tentar entender o porquê de nossa experiência junto as pessoas que Deus nos colocou no caminho. Mas isso exige uma certa sabedoria... por isso, nem sempre é fácil!
Beijos,
Luiza