segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ALVITRES OPORTUNOS

Quando amigos e aqueles a quem amas te disserem
Que aparentemente já morrestes para o mundo
Por não se malcomunar com os seus vícios e equívocos
E por possuir um comportamento com o qual não sintonizam
Relembre da impostergável e efetiva necessidade de morrer
Para renascer para outras prioridades positivas na tua existência

E quando de sarcasmo e ridículo te cobrirem
Por se negar a ser cúmplice na conduta extravagante
Tentando cativar o amor e a afeição em outrem
Para depois virar-lhe dolorosamente as costas
Em atitude imatura, irresponsável e covarde
Recorde que o maior Amor já existente na Terra
Foi igualmente alvo de profunda ironia e constante zombaria

Os que em vida tentam disciplinar-se, aprender e amar
Sempre serão atingidos pelos sentimentos desencontrados
Daqueles que, à semelhança de ti mesmo no passado recente
Ora se comprazem na alegria ruidosa e excêntrica
Exclusivamente baseada em demonstrações e atos exteriores
Em detrimento do real júbilo íntimo, invisível aos olhos de todos

Sê então discreto na tua paz e não te defendas
Enfrenta com naturalidade esses petardos que te lançam
Com a alegria daquele que é feliz ao ser submetido ao teste
Que prova que o ensinamento foi finalmente interiorizado
E que ora se exterioriza em forma de serenidade e equilíbrio
Que nem mesmo as poderosas e furiosas tormentas
Podem abalar e afetar negativamente

Os indivíduos que consideram ter alcançado a paz
Para isolar-se egoisticamente do mundo evitando contaminar-se
Demonstram que longe estão da solidificação do aprendizado
Que estabelece que aqueles que desenvolveram o amor
Dentro de si mesmos como fonte viva e luminosa
Devem usá-lo para influenciar positivamente o ambiente no qual se encontram
Como a prova maior da excelência do ideal abraçado

Portanto, não te inquietes com os julgamentos de toda ordem
E com a carência injustificável que julgas ferir teu sentimento
Sê você aquele que ama, mesmo não amado
Aquele que compreende, mesmo não compreendido

Pois os que permanecem inquietos na retaguarda
Aguardam ansiosos quem os ame e compreenda
No caminho de momentânea ignorância em que se encontram
Através do qual você mesmo já trilhou oportunamente

Olhe-os como irmãos mais novos
Cujo crescimento chegará no momento apropriado
E faz o que está dentro dos seus limites para ajudá-los
Da mesma forma que houve mãos amigas, fraternas e carinhosas
Que te ergueram quando estavas na mesma aflitiva situação
Oferecendo a eles o que, quando mais necessitavas, recebestes

Bruno Gomes.
15/06/2010

3 comentários:

Germano disse...

Exatamente o que devemos recordar nos momentos de humilhação e sarcasmo. Jesus sofreu muito mais que qualquer um de nós. Teremos a Sua benção se evitarmos contendas com aqueles que nos infelicitam.
Espero que caminhemos juntos nessa estrada tortuosa da existência, amigo! Um servindo de apoio ao outro!
Grande abraço!

Bruno Gomes disse...

Verdade, irmão Lucas.
Quando optamos por seguir sinceramente Alguém que se deixou crucificar por nós, não devemos ousar fazê-lo sem carregar algumas cicatrizes compreensíveis.

Afinal, se Ele que era puro sofreu testemunhos por se manter fiel ao ideal do Bem, quanto mais nós que temos todo um passado de erros a expiar.

Certamente estaremos caminhando juntos nesses momentos de testes.
Como Ele mesmo disse: "Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem."

Forte abraço!

PapoBacana disse...

parabéns pelo texto..

estou sem palavras para comentar esta contrução textual maravilhosa, conturando bem os argumento de uma forma tão linda, descontruindo o que há de mau no ser humano e ressaltado o valor da bondade..

como já disse estais desperdiçado..

amei seu texto de quebra aprendi 4 palavras novas..rsrs