domingo, 30 de maio de 2010

MALHAR OU NÃO MALHAR: EIS A QUESTÃO!

Começo esse post com uma dúvida meio shakespereana no título, parafraseando Hamlet, o príncipe da Dinamarca.

Nunca pensei que malhar em uma academia trouxesse tantos conflitos de ordem do relacionamento entre amigos, família, etc.

Desde que iniciei os meus estudos para o concurso da ESAEX (Escola de Administração de Exército), tive que começar a me exercitar pelo fato de, além da prova teórica, eu ser submetido a um teste físico chamado EAF (exame de aptidão física).

O EAF não é nem lá dos mais complicados, mas como eu não teria disciplina para efetuar diariamente todo o treinamento sozinho, preferi me matricular em uma academia a fim de ter um horário específico e totalmente dedicado a isso.

Ou seja, não é nem por uma questão de vaidade, mas sim para fins profissionais.
Certamente você se sente mais bem disposto, a auto-estima aumenta, entre outras coisas.
Mas a meta principal é o concurso.

Todavia, tenho percebido as conseqüências disso.

O primeiro problema é quando os seus amigos começam a achar que você está tomando bomba, ao verem você começar a ganhar um corpinho.
Não entendo o motivo dessa relação, afinal de contas com dedicação e boa vontade você pode ficar naturalmente mais forte, sem necessariamente recorrer a essas alternativas.
Há exercícios específicos para tal, onde ocorre uma hipertrofia muscular, apesar de não querer que ela seja exagerada no meu caso pessoal por achar feio.

Dessa maneira, começa-se a escutar piadas as mais desagradáveis possíveis de pessoas que em verdade, em uma análise psicológica mais cuidadosa, adorariam está com um corpinho igual ao seu, mas que não se esforçam para tal.

O segundo problema é em casa.
Em casa as pessoas começam a achar que pelo simples fato de você estar malhando você é o novo Arnold Schwarzenegger, pronto para carregar toneladas com apenas o dedo mindinho.
Assim sendo, quando a mãe varre a casa você é chamado para levantar o sofá, a mesa, a cama...

E o grande problema é que você não pode nem negar, pois quando isso ocorre, já falam:
"- E você tá malhando pra quê?"

...

"- Para passar na prova física da ESAEX, o concurso que farei", respondo.

Mas às vezes é difícil entenderem isso.

Essa semana eu estava concentrado estudando uma matéria.
Quando de repente minha mãe chega ao quarto, dizendo:
"- Você coloca o garrafão de água no filtro para mim, por favor?"

Como eu estava focado na leitura do capítulo, respondi quase inconscientemente:
"- Claro, pode deixar lá que depois que acabar aqui eu coloco."

Ao que ouvi como resposta:
"- Mas não pode colocar agora? Em casa que tem homem, mulher não pega peso!"

Nesse momento, como desperto de um longo e pesado letargo, eu pensei em uma resposta imediata.
Poderia não tê-la dado, mas não resisti.

Como eu não estava com Jesus no momento, ela saiu, em alto e bom som:
"- E em casa que tem mulher, homem não lava prato! E eu lavo os pratos todos os dias!"

Um silêncio que parecia infinito se abateu sobre o quarto, antes que qualquer um falasse alguma coisa.
Eu sabia que tinha falado besteira e que haveria conseqüências.

Quem me conhece sabe que esse não é o meu perfil e que sou um feminista nato, defensor dos direitos das mulheres.
Mas foi incontrolável!

Passado o susto, ouvi uma resposta pesada e rancorosa que ecoa nos meus ouvidos até agora:
"- Machista!"

Agora, quem já viu um machista que lava os pratos sujos do almoço e da janta e ainda varre a casa todos os dias?

Mas isso não foi nada.
O pior estava prestes a acontecer.

Na JEPE (Juventude Espírita Paulo e Estêvão), uma evangelizanda muito fofa do 1º ciclo chamada Bia, que não lembrava do meu nome, perguntou para as outras colegas sobre mim:
"- Qual o nome daquele rapaz, branquinho, de cabelos pretos e curtos...?"

"- Hum, quem? Não sabemos", responderam.

"- Aquele que fica com a Juliana no 3º ciclo!"

"- Não lembramos de ninguém com essas características", insistiram.

E como as meninas não conseguiam responder, ela arrematou:
"- Aquele que parece um personal-trainer!"

Ao que as meninas concluíram:
"- Será que é o Bruninho???"

Pois é.
Aparentemente eu estou cercado por todos os lados!

Neste mesmo dia, no 3º ciclo, a querida evangelizanda Ana Carla parou a atividade para dizer que eu era compacto.

Mas, bem... isso já é relacionado a outra coisa e assunto para um outro texto.
Por hoje, chega de apelidos!

Bruno Gomes.
29/05/2010

6 comentários:

Marii disse...

Oi Bruno, quando se cuida do corpo a auto estima vem e é natural que as pessoas percebam e tecem comentarios.O importante que vc esta mantendo um fisico de personal triner e encare como um elogio por que quando a idade vem a tendencia é agente acumular peso né?

divagando idéias disse...

"Ou seja, não é nem por uma questão de vaidade, mas sim para fins profissionais."

Ahram.. eu caio nessa... ^^

Nunca parei para imaginar q malhar traria para uma pessoa tantos acontecimentos, apelidos e tal. No entanto compacto foi o melhor!!!

Só o Pai

Ricardo Dib disse...

A resposta que vc deu a sua mãe foi muito justa, ainda que áspera.

Mas acho que a galera tá delirando... vc não ta com essa massa toda. Oxi!

Abraço.

Bel disse...

É assim mesmo, Bruno!
As pessoas gostam é de falar. Com ou sem motivo.

Só o Pai!
Bjs!

Ju Marques disse...

E a gente se diverte! hehehe

Anônimo disse...

oi o bruno engraçado,sua historia aconteu a mesma coisa comigo tb estou estudando pro mesmo concurso e resolvi entrar na academia por causa do teste fisico tao me zoando todo dia kkkkkk...